O ALICERCE

Ensaios Filosóficos

"Medindo 33x22cm, aparecia o primeiro número do periódico "O ALICERCE". Circulava em quatro páginas, com duas colunas de impressão, batido à maquina. Djalma Gonçalves com o apoio do reitor Edivar Morais, em 1981, priorizava notícias que emolduravam artigos da turma entusiasmada. A perseverança da equipe responsável fez viver um órgão Informativo do Seminário de Maceió, ao longo de sete anos. Em 01 de fevereiro de 1988, surge o Alicerce II, traduzindo os anseios e preocupações dos seminaristas. O periódico em apreço, datilografado em papel ofício, faz ponte entre leitores outros e os 56 levitas. A meta assumida teve respaldo em sua equipe consciente, tendo à frente o filósofo Antônio Cláudio dos Santos. O jornalzinho fez vibrar estudantes das dioceses de Cajazeiras, Estância, Palmeira dos Índios, Penedo e Maceió. Padre Delfino Barbosa, reitor, estimulava o interesse dos jovens." (Pe. João Leite, 1992, O Seminário) 

Resgatando o espírito de O Alicerce, este espaço passa a publicar os textos filosóficos produzidos por nossos seminaristas, fruto de seus Trabalhos de Conclusão de Curso, Artigos e Atividades em sala de aula, dando voz às reflexões que nascem da vida acadêmica, da experiência comunitária e da busca sincera pela Verdade. 

Monsenhor Delfino Barbosa | Imagem: Arquivo do Seminário de Maceió
Monsenhor Delfino Barbosa | Imagem: Arquivo do Seminário de Maceió
"Quoniam videbo caelos tuos, opera digitorum tuorum,
lunam et stellas quae tu fundasti. Quid est homo, quod memor es eius?" (Sl 8, 4-5).

O surgimento do personalismo, apresentado por Reale e Antiseri (2007) como "fenômeno histórico", situa-se na França do século XX. Mounier (1976) processa suas ideias nas publicações da revista Esprit, em 1932. Sendo assim, a ideia de pessoa é central em sua 28"A convite da sociedade Internacional de Meditação da qual faço parte, fui convidado para...

O Conhecimento e a Virtude são as duas asas que segundo Pe. Teófanes elevam a consciência humana a assumir de fato e de direito a sua dignidade "O conhecimento enriquece o ser humano e o propele em demanda a sua plenitude. A outra asa que eleva o ser humano é a virtude, que o faz transluzir, que o auréola, que o diviniza"...

Uma obra literária pode ser mais do que um lazer, nela pode estar o princípio de uma vida virtuosa. De fato, a literatura, arte que utiliza a linguagem oral ou escrita, historicamente, tem sido uma forma de transmissão de valores morais, além de costumes e crenças, entre gerações.

A solidão ocupa um lugar central na reflexão nietzschiana, especialmente na obra Assim Falou Zaratustra. É a partir da experiência vivida por seu personagem que Nietzsche elabora uma compreensão da solidão como condição indispensável para o autoconhecimento e a criação de sentido. Ao observamos o personagem Zaratustra, um profeta solitário,...

Há poucos dias, tive a grata satisfação de publicar um livro sobre Santo Agostinho, na Bienal Internacional do Livro de Alagoas. A alegria se deu não apenas por lançar um livro sobre filósofo tão debatido e estudado ao longo dos séculos e entre tantos pensadores, mas porque a obra foi aprovada depois de um criterioso processo de análise de comissão...

O aforismo sobre a brevidade da vida, defendido por Sêneca, torna-se ainda mais evidente na era digital – o desperdício da vida, em meio a hiperconectividade ganha novas roupagens no século XXI. A modernidade está marcada pela velocidade, conectividade constante e ininterrupta do tempo online. As tecnologias digitais, especialmente os smartphones e...